A imaginária janela aberta | La imaginaria ventana abiertaA imaginária janela aberta | La imaginaria ventana abierta

Lêdo Ivo

Tradução e ensaio de Carlos Montemayor
Prefácio de Jorge Ruiz Dueñas
Posfácio de Gilberto Araújo

224 p. | 2016 | 16 x 23 cm | 1ª edição | bilíngue: português/espanhol | 978-85-7740-230-4

R$54,00

Este livro é uma edição bilíngue ampliada de La imaginaria ventana abierta, coletânea de poemas de Lêdo Ivo, traduzida e prefaciada por Carlos Montemayor em 1980. Nono título da coleção Libros del Bicho, foi originalmente publicado pela Premia Editora, na Cidade do México. Compreende 34 poemas selecionados de nove títulos e, desde então, tem servido, como se lê no prefácio escrito para esta edição por Jorge Ruiz Dueñas, de lumeeira para várias gerações de poetas de língua espanhola. De fato, há mais de três décadas, a influência exercida pela obra de Lêdo Ivo nutre não apenas a lírica mexicana, como também a literatura da Espanha, de Cuba e de diversos países latino-americanos. Acrescem-se ainda ao corpo da obra original o posfácio de Gilberto Araújo, centrado nas vicissitudes do primeiro livro de Lêdo Ivo, As imaginações, de 1944, não incluído por Montemayor em sua seleção, e um conjunto de imagens em torno do programa didático cumprido pelo poeta brasileiro na Universidad Autónoma Metropolitana em 1978 e dos demais temas abordados nos textos que servem de janelas ao conjunto poético aqui revisitado.

Sobre os autores

Lêdo Ivo
Nasceu em Maceió, Alagoas, em 1924. Autor de As imaginações (1940–3), Ode e elegia (1944–5), Acontecimento do soneto (1946), A jaula (1945–6), Ode ao crepúsculo (1946), Ode à noite (1946), Cântico (1947–9), Linguagem (1949–51), Ode equatorial (1950), Um brasileiro em Paris (1953–4), O rei da Europa (1955), Magias (1955–60), Os amantes sonoros (1960), Estação central (1961–4), Finisterra (1965–72), O soldado raso (1973–86), A noite misteriosa (1973–82), Calabar (1985), Mar oceano (1983–7), Crepúsculo civil (1988–90), Curral de peixe (1991–5), O rumor da noite (1996–2000) e Plenilúnio (2001–4), reunidos em Poesia completa 1940–2004, publicado no Rio de Janeiro, em 2004, pela editora Topbooks. Em 2008, publicou pela Contra Capa Editora o poema Réquiem, acompanhado de pinturas de seu filho Gonçalo Ivo e agraciado com o Prêmio Casa de Las Américas, Cuba, em 2009. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Rosalía de Castro, do Pen Clube da Galícia, e em 2011, o Prêmio Leteo, em León, ambos na Espanha. Nesse mesmo ano, publicou pela Contra Capa Editora O vento do mar, reunião de textos sobre a sua vida e o convívio com grandes figuras da literatura brasileira, uma antologia poética sobre sua cidade natal e vasta iconografia. Faleceu no dia 23 de dezembro de 2012, em Sevilha. A Contra Capa também publicou, no ano seguinte, Mormaço, acompanhado de uma série de 42 pinturas de Steven Alexander, bem como, em 2016, Aurora, com 35 pinturas de Gonçalo Ivo. Além de várias edições em língua espanhola, seus livros têm sido traduzidos para o inglês, o francês, o italiano, o holandês, o dinamarquês, o sueco e o grego.

Carlos Montemayor
Nasceu em 13 de junho de 1947 em Parral, Chihuahua. Poeta, narrador, tradutor e ensaísta. Dominou o inglês, o italiano, o francês, o português, o grego arcaico, clássico e vulgar, o latim em todas as suas formas e as línguas maias contemporâneas. Traduziu autores clássicos como Catulo, Virgílio e Safo, e poetas modernos, como Fernando Pessoa e Lêdo Ivo. Considerado por seus críticos um “verdadeiro renascentista contemporâneo”, sua obra abarca os mais diversos campos do conhecimento humano, um grande interesse pelas culturas indígenas do México e quase todos os gêneros literários, como a crônica, o ensaio, a lexicografia, o romance e a poesia, no qual se incluem os livros As armas do vento (1977), Abril e outras estações (1989) e Os poemas de Tsin Pau (2007). Faleceu em 28 de fevereiro de 2010 na Cidade do México.

Jorge Ruiz Dueñas
Nasceu em 1946. Poeta, narrador, ensaísta, jornalista cultural e de opinião, e acadêmico vinculado a diversas universidades mexicanas e estrangeiras. Sua poesia sensual e lírica foi apresentada de forma elogiosa por Gonzalo Rojas e Álvaro Mutis, com ênfase no ritmo aberto e no ascetismo das metáforas. Durante várias décadas, manteve uma fluente comunicação com Lêdo Ivo, que fez o prólogo de seu Antologia pessoal (1992). Sua obra encontra-se difundida no Chile, no Brasil, nos Estados Unidos, no Canadá, na França e no Marrocos. A Universidad Nacional de México iniciou sua coleção Presente Perpétuo com sua poesia reunida até então: Carta de rumos 1968–1998. Seu livro de poemas mais recente é Divã de Istambul (2015).

Gilberto Araújo
Doutor em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, na qual é professor adjunto de Literatura Brasileira. Autor de Literatura brasileira: pontos de fuga (Verve, 2014) e Júlio Ribeiro (Academia Brasileira de Letras, 2011), bem como do prefácio da última reedição de Ninho de cobras (Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2015), de Lêdo Ivo, e de ensaios, artigos e conferências sobre a obra deste e de outros autores no Brasil e no exterior.