Futuros da psicanáliseFuturos da psicanálise

Altair José dos Santos
Marcela Toledo França de Almeida
[org.]

Textos de: Alain Didier-Weill, Altair José dos Santos, Ana Lúcia Teixeira de Carvalho, Ana Maria Medeiros da Costa, Ana Petros, Betty Bernardo Fuks, Denise Maurano, Elizabeth Cristina Landi, Heloneida Neri, Janaina Bianchi de Mattos, Jean-Michel Vives, Joana Souza, Laéria Fontenele, Marcela Toledo França de Almeida, Márcia Smolka, Marco Antonio Coutinho Jorge, Maria Fernanda B. L. Trigo Bumlai, Maria Filomena Pinheiro Dias, Marlise Eugenie D’Icarahy, Nadiá Paulo Ferreira, Paola Mieli,, Silvia Maria de Souza Levy, Sílvia Trigo Bumlai, Sonia Leite Teresinha Costa, Thierry Bisson, Vera Maria Martins Barbosa Fragoso

224 p. | 2017 | 16 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-210-6

R$ 45,00



Os efeitos da descoberta do inconsciente e da influência no mal-estar de acontecimentos ressignificados retroativamente não exilam dos futuros possíveis construídos pela clínica psicanalítica o quinhão de liberdade pelo qual o sujeito, queira ou não, se responsabiliza. Não raro, o entendimento adquirido por este de que, uma vez falante, deve lidar com o que sua existência gera de inédito passa pela presença de uma voz interior que lhe dificulta ou impede o desembaraço próprio à criação. A herança simbólica, que o determina, e o desejo de outra coisa, pelo qual se move adiante, se tornam então duas faces de um compósito causado por um real que não cessa de não se escrever, mas mantém vivo o direito que ele tem de tornar-se o que ainda não é. Organizados em cinco eixos – clínica, formação, amor, arte, direitos do homem –, os 21 textos aqui reunidos se originaram da interlocução ocorrida antes, durante e após o IV Encontro Nacional do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise e o II Encontro Internacional da Rede Americana de Psicanálise, realizados no fim de 2014, em Pirenópolis, Goiás. Embora partam e tratem de pontos cardeais da psicanálise, como a transferência, as estruturas clínicas, o pertencimento institucional e a transmissão, têm como pano de fundo tanto a situação atual quanto o porvir de questões candentes seja da experiência analítica, seja da cultura e do contexto sociopolítico em que esta se exerce. Sua publicação, desse modo, busca propagar, em face da perene irresolução da linguagem apropriada pelo sujeito, não a ilusão, sempre à frente, de que se obteria de outras fontes o que uma psicanálise não pode dar, mas sim o desengano, ainda à vista, de que nesta é preciso reaprender a falar.