História econômica e imprensaHistória econômica e imprensa

Maria Letícia Corrêa
Monica Piccolo Almeida Chaves
Rafael Vaz da Motta Brandão
[org.]

296 p. | 2016 | 16 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-209-0

R$ 54,00

A interface entre a História da Imprensa e a História Econômica abrange dois campos férteis de debates historiográficos, ambos incrementados nas últimas décadas por estudos que têm reafirmado a abrangência dessas reflexões na História Social. A imprensa se coloca aqui como objeto de estudo e como fonte histórica. A instigante proposta de debater sobre esse limiar entre os dois campos de análise historiográfica encerra um objetivo central nesta obra: trata-se de discutir uma história da preocupação econômica na imprensa brasileira, entre os séculos XIX e XXI, esquadrinhando a rede de interesses econômicos onde estiveram imersos esses discursos que direcionavam para uma determinada leitura da realidade política e social.
Neste entrelaçamento de leituras convergem as preocupações dos autores e autoras da obra: entender como a imprensa se torna locus privilegiado da ação de intelectuais que, em suas mais diversas preocupações, agem na defesa dos seus interesses de classe e/ou do veículo para o qual trabalham.
Apresenta-se ainda a crescente preocupação da imprensa com aspectos econômicos a partir da indagação central: há isonomia, neutralidade ou imparcialidade na imprensa? Em que medida a leitura econômica através da qual a imprensa se posiciona publicamente é ela também permeada pela ideologia dominante? O discurso quase homogêneo adotado pelo jornalismo econômico atualmente fornece boas pistas sobre esse entrelaçamento ideológico, inseparável da visão de mundo posta pelos veículos de comunicação na construção de um discurso hegemônico.

Mônica de Souza N. Martins
Professora associada do Departamento de
História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro


Sobre os autores

ALMIR PITA FREITAS FILHO é doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP, 1999) e professor associado do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fez estágio de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF). Integra o Laboratório de Economia e História (Lehi) e o Polis – Laboratório de História Econômico-Social da UFF, tendo desenvolvido pesquisas sobre história empresarial e história da industrialização no Brasil nos séculos XIX e XX.

CARLA LUCIANA SILVA é doutora em História Social pela UFF (2005) e professora associada do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon. Fez pós-doutorado na Universidade Nova de Lisboa (2012). Tem experiência na área de História, com ênfase em História Contemporânea e História do Brasil República, atuando nos temas ligados à História da imprensa, História do Brasil Recente, marxismo, hegemonia e ditadura civil-militar. Entre suas principais publicações destacam-se os livros Veja: o indispensável partido neoliberal (Edunioeste, 2009) e Onda vermelha: imaginários anticomunistas brasileiros (EDIPUCRS, 2001). Coordenou várias obras coletivas, entre as quais História e imprensa: estudos de hegemonia (FCM, 2014) e Combatentes: tempos de falar (Edunioeste, 2016).

DAIANA MACIEL AREAS cursa o doutorado em História Social na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e fez o mestrado na mesma instituição (2013). É professora da História na Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Desenvolve pesquisas na área de História da imprensa, com ênfase no período do governo de Juscelino Kubitschek.

EDINA RAUTENBERG é mestre em História pela Unioeste (2011) e professora colaboradora do curso de História dessa instituição e da rede estadual de educação do Paraná. É uma das organizadoras do livro História e imprensa: estudos de hegemonia (FCM, 2014). Atualmente desenvolve pesquisa nas áreas de História da imprensa e História da ditadura civil-militar brasileira.

MARCELO CHECHE GALVES é doutor em História Social pela UFF (2010), onde defendeu a tese Ao público sincero e imparcial: imprensa e independência do Maranhão (1821–1826). Professor adjunto do Departamento de História e Geografia e do Programa de Pós-Graduação em História, Ensino e Narrativas da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), é, atualmente, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da mesma universidade. É bolsista de produtividade da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema). Publicou, com Yuri Costa, o livro O Epaminondas americano: trajetórias de um advogado português na província do Maranhão (Café e Lápis/Uema, 2011). Organizou, também com Yuri Costa, as coletâneas O Maranhão oitocentista (Ética/Uema, 2009) e Maranhão: ensaios de biografia e História (Café e Lápis/ Uema, 2011). É autor de artigos publicados em diversos periódicos, entre os quais Almanack (Unifesp), Nuevo Mundo, Mundos Nuevos (Mascipo), Outros Tempos (Uema) e Passagens (UFF).

MARIA LETÍCIA CORRÊA doutorou-se em História pela UFF em 2003 e é professora adjunta da Faculdade de Formação de Professores da Uerj. Desenvolve suas pesquisas na área de História do Brasil, voltando-se às temáticas da história dos intelectuais e da modernização capitalista no país. Desde 2012 é bolsista do programa Prociência, da Uerj. Organizou, com Magali Engel e Ricardo Santos, a coletânea Os intelectuais e a cidade, em 2012, e com Magali Engel e Karoline Carula, Os intelectuais e a nação: educação, saúde e a construção de um Brasil moderno, no ano seguinte, ambas pela Contra Capa. Em 2015, organizou com Dilma Andrade de Paula a coletânea Intelectuais e desenvolvimento: perspectivas da pesquisa em História, pela mesma editora, como desdobramento da pesquisa contemplada no Edital Jovem Cientista do Nosso Estado, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

MARINA GUSMÃO DE MENDONÇA é doutora em História Econômica pela USP (1997), professora adjunta do curso de Relações Internacionais da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília. Realizou estágio de pós-doutorado na Unesp. É autora de Progresso e autoritarismo no Brasil (Pensieri, 1992), O demolidor de presidentes (Códex, 2002), Histórias da África (LCTE, 2008), Formação econômica do Brasil (Thomson, 2002) e Formação econômica da América Latina (LCTE, 2012), os dois últimos em colaboração com o Marcos Cordeiro Pires.

MONICA PICCOLO DE ALMEIDA CHAVES é doutora em História Social pela UFF (2010). Atualmente, é professora do Departamento de História e Geografia da Uema, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História, Ensino e Narrativas e professora vinculada ao Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Socioespacial e Regional da mesma universidade. Desenvolve pesquisas na área de História do Brasil República, atuando principalmente nos temas ligados à História Econômica, História Política e processo eleitoral. É bolsista de produtividade da Uema e coordenadora do Núcleo de Pesquisa em História Contemporânea (Nupehic) e da Rede Proprietas/Nordeste.

PEDRO HENRIQUE PEDREIRA CAMPOS é doutor em História Social pela UFF (2012), professor do Departamento de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e dos programas de Pós-Graduação de História da UFRRJ e de Economia Política Internacional da UFRJ. É autor dos livros Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964–1988 (Eduff, 2014), vencedor do Prêmio Jabuti de 2015 na categoria Economia, Administração e Negócios, e Nos caminhos da acumulação: negócios e poder no comércio de abastecimento de carnes verdes para a cidade do Rio de Janeiro, 1808–1835 (Alameda, 2010). Organizou, com Carlos G. Guimarães e Théo L. Piñeiro, o livro Ensaios de História Econômico-Social: séculos XIX e XX (Eduff, 2012). Como pesquisador, atua nas áreas de História econômica, História da política externa brasileira e História da ditadura civil-militar brasileira (1964–1988).

RAFAEL VAZ DA MOTTA BRANDÃO é doutor em História Social pela UFF (2013), professor do Departamento de Ciências Humanas e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em História Social da Faculdade de Formação de Professores da Uerj, como bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Capes (PNPD/Capes). É coordenador do Laboratório de Economia e História (Lehi) e membro do Polis - Laboratório de História Econômico-Social da UFF e do Tempo – Núcleo de Pesquisa sobre Território, Movimentos Sociais e Relações de Poder (Uerj-FFP). Desenvolve pesquisa nas áreas de História Econômica, com ênfase em História de empresas, História bancária, neoliberalismo e privatizações.

SAULO SANTIAGO BOHRER é doutor em História Social pela UFF (2012) e professor do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, campus de Nova Friburgo (Cefet-RJ), atuando no ensino médio e superior. É membro do Laboratório de Economia e História (Lehi) e do Polis - Laboratório da História Econômico-Social da UFF. Como pesquisador, atua nas áreas de História Econômica e História do Brasil Império, tendo desenvolvido, em sua tese de doutorado, pesquisa comparativa sobre as casas de seguros de Lisboa e do Rio de Janeiro no século XIX.

TATIANA SILVA POGGI FIGUEIREDO é professora de História Contemporânea da UFF. Integrante do Polis - Laboratório de História Econômico- Social da UFF e da Rede Proprietas, desenvolve pesquisas nas áreas de História dos Estados Unidos e da Europa, História do Tempo Presente, movimentos conservadores, fascismo e neofascismo e crimes de ódio. É doutora em História Social pela UFF (2012) e publicou sua tese sob o título Faces do Extremo: o neofascismo nos EUA (1970–2010), pela editora Prismas, em 2015.