Antologia críticaAntologia crítica
Suplemento Dominical do Jornal do Brasil

Ferreira Gullar

978-85-7740-194-9 | 2015 | 480 p. | 16 x 23 cm

pesquisa, edição e organização
Renato Rodrigues da Silva
Bruno Melo Monteiro

R$ 79,00

Resultado de ampla e cuidadosa pesquisa de Renato Rodrigues da Silva e Bruno Melo Monteiro, iniciada no Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil (cpdoc-jb), cujo apoio foi fundamental para a sua realização, esta antologia crítica de mais de uma centena de textos publicados por Ferreira Gullar no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil de 1956 a 1961 representa um amplo e consistente panorama de suas reflexões acerca de um dos períodos mais significativos da arte brasileira do século xx.
O leitor poderá perceber que o conjunto ultrapassa em muito o engajamento do autor nas questões que tanto consolidaram quanto opuseram o concretismo e o neoconcretismo no decorrer dos anos 1950. Encontram-se aqui não apenas diversas resenhas de exposições individuais e coletivas visitadas por ele, entre as quais a Bienal de São Paulo e o Salão Moderno, como também importantes considerações sobre a arte moderna, o meio de arte no Brasil, o tachismo e as relações entre arte, técnica e ciência.
Retoma-se, assim, um fio que se vem tecendo há seis décadas na arte brasileira, pelo qual se mostra que o senso crítico e a construção teórica em estado nascente de Ferreira Gullar são marcos incontornáveis para que se possa entendê-la de modo, a um só tempo, rigoroso e renovado.

Sobre o autor
Poeta, crítico de arte, ensaísta dramaturgo e tradutor, nasceu em São Luís do Maranhão em 1930, mudando-se para o Rio de Janeiro em 1951. Nos anos seguintes, suas reflexões se mostrariam fundamentais para que a arte brasileira encontrasse novo patamar de apreciação crítica. Sua extensa produção possui livros importantes para a literatura brasileira das últimas décadas, entre os quais A luta corporal (1954), O formigueiro (1955) e Poema sujo (1976). Em 2005, recebeu pelo conjunto de sua obra o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, da qual, em 2014, tornou-se membro. Em 2010, ganhou o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa.



SUMÁRIO

Apresentação

Ferreira Gullar e o Suplemento
Dominical do Jornal do Brasil
       11
—     Renato Rodrigues da Silva

 

I.  Arte Moderna

Exposição infantil       29

Volpi. Mestre brasileiro       31

Volpi: pintor popular mas não muito...       35

Pancetti: o amor da paisagem       39

Louco faz arte? A propósito de um debate       43

Djanira 1958          49

Mestre Goeldi se renova       51

Calder e a alquimia do peso          55

Brancusi e o problema da base na escultura           59

Arte – como fator de transformação social   63

 

II. Concretismo

Pintura concreta       71

I Exposição Nacional de Arte Concreta:
O grupo de São Paulo           77

I Exposição Nacional de Arte Concreta:
O grupo do Rio        83

Crítica à autoridade         89

Catando vanguardas       93

Pintura: expressão simbólica       97

Do quadro e da maçã          103

Balé Concreto, arte nova         107

Lygia  Clark:  uma  experiência  radical       111

Lygia  Clark  e  a  pintura  brasileira       119

Debate sobre arte concreta       123

Visão e realidade       129

Serpa: autocrítica       133

 

III. Neoconcretismo

Museu de Arte Moderna: I Exposição Neoconcreta       137

Manifesto Neoconcreto       143

Manifesto e obra       149

Pintura brasileira agora       151

Exposição neoconcreta na Bahia        155

Teoria do não-objeto          157

Diálogo sobre o não-objeto        163

Objeto? Não-objeto?       173

A nova linguagem de Lygia Clark       177

Confusões [de Theon Spanudis]       181

II  Exposição  Neoconcreta       185

Arte neoconcreta agora       187

Diversificação da experiência neoconcreta       191

O fim do quadro?    197

Neoconcretos [I]     203

Neoconcretos [II]    205

Neoconcretos [III]   207

O lugar da obra       209

O tempo e a obra     213

Não-objeto prêmio da Bienal – Lygia Clark       217

 

IV. Concretismo versus Neoconcretismo

Concretismo               223

Conversa [com Waldemar Cordeiro]        225

Resposta a [Lourival Gomes Machado]        229

Equívoco [de Antônio Bento]          233

Da arte concreta à arte neoconcreta       235

Concretos de São Paulo no mam do Rio       247

Resposta a Cordeiro       251

 

V.  resenhas de exposição

A pintura de Emeric Marcier           257

Exposição coletiva (Petite Galerie)               261

Frans Krajcberg      265

Salão Moderno, 1957          267

Gravura e desenho        273

Notas sobre a [IV] Bienal – Fraco o Brasil          277

Notas sobre a [IV] Bienal – Brasileiros premiados           281

Notas sobre a [IV] Bienal – Morandi recria um mito: o objeto       285

Notas sobre a [IV] Bienal – Oteiza e o problema da desocupação do espaço            289

Notas sobre a [IV] Bienal – Artes plásticas do teatro: um equívoco              293

Retrospectiva Milton Dacosta na gea       297

Portinari no mam do Rio           299

Iberê Camargo          303

VII Salão Nacional de Arte Moderna          305

VII Salão Nacional de Arte Moderna: Pintores           309

VII Salão Nacional de Arte Moderna: Gravura e desenho         313

VII Salão Nacional de Arte Moderna: Arte decorativa       317

Premiados no vii Salão Moderno        321

Maria Leontina: gea         323

IX Salão Moderno: Pintura        325

IX Salão Moderno: Escultura e gravura         331

 

VI. Tachismo

Notas sobre a [IV] Bienal – Pollock e o tachismo      339

Duas estéticas de demissão      343

Mathieu e Lourival        351

Crítica  e  compromisso        353

Mathieu           359

Resposta a um oportunista          361

Definições              367

Da crítica         369

Pintura-“show”    371

Contradições e erros   373

 

VII. Meio de arte no Brasil

Prêmios e candidatos        379

Jogo duplo               381

Projeto de lei contra os artistas          383

Projeto da Comissão Nacional de Belas Artes           387

Aberto o vii Salão Moderno          391

Um crítico invencível      393

Artebrás     397

Balanço de fim de ano       399

Ensino da arte no Brasil       405

Vitória de Valentim           409

 

VIII. Arte, técnica e ciência

Gravura e desenho          413

A lição de Lúcio Costa          417

Lívio Abramo: 30 anos de gravura          419

O espaço na gravura   423

“Recriação” – ou a fotografia concreta         427

Arte e ciência       429

Arte e ciência II     431

Arte e ciência III      435

Desenho publicitário: função e qualidade          439

Integração das artes: síntese e unidade plástica      443

O Museu Guggenheim, a última obra de Wright, acentua a crise da arte contemporânea      447

Arte e indústria         453


Nota sobre a pesquisa e agradecimentos dos organizadores       463

Datas de publicação e notas editoriais     465

sobre os organizadores        477