Letras do sintomaLetras do sintoma

Sonia Leite e Teresinha Costa [org.]

168 p. | 2016 | 16 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-193-2

R$ 39,00

Textos de: Teresinha Costa, Denise Maurano, Sonia Leite, Ana Petros, Silvia Maria de Souza Levy, Maria Fernanda B.L. Trigo Bumlai, Mario Eduardo Costa Pereira, Marlos Gonçalves Terêncio, Paola Mieli, Marcia Soares da Silveira Werneck, Evair Marques, Giancarlo Ricci, Marcela França de Almeida, Eliana Luiza de Santos Barros, Vivian Ligeiro, Tania Rivera, Marcia Smolka, Vera Maria Martins Barbosa Fragoso, Lavínia Carvalho Brito Neves

O sintoma, fruto de um conflito que nele encontra sua mais veemente expressão, tem sentido – eis a novidade da proposição freudiana que inaugura a clínica psicanalítica em sua especificidade. No rol das formações do inconsciente, repertoriado ao lado dos sonhos, dos chistes e dos atos falhos, ele é a resultante do conflito entre o eu (instância recalcante por excelência) e o pulsional (objeto do recalque), o fim de um processo iniciado nas exigências da satisfação pulsional e encaminhado à produção das fantasias que estão em sua origem. Sua análise, assim, desvela o que lhe é subjacente, com seu sentido inconsciente e seu polo de gozo pulsional, o mais reticente à diz-solução.
Histérico, ao invadir o real do corpo; obsessivo, ao preencher os espaços vagos do pensamento; ou fóbico, ao substituir a angústia por um objeto de medo, o sintoma é estruturado como linguagem. Por ser a encruzilhada que indica o lugar do sujeito dividido, a psicanálise visa não à sua eliminação, mas sim trazê-lo à fala, o que Jacques Lacan nomeou como “bem-dizer o próprio sintoma”, vendo nisso uma face relevante da ética psicanalítica.
Neste livro, o leitor encontra uma série de elaborações em torno do sintoma em suas diversas manifestações neuróticas. Na histeria, mostram o quanto suas configurações atuais refletem, como sempre, os impasses diante da feminilidade; nas obsessões e nas fobias, declinam a sua singular dialética com a angústia; e nas artes e na cultura, revelam que suas letras constituem legítimas manifestações do sujeito nos mais diferentes campos da experiência humana.

Marco Antonio Coutinho Jorge