Freud – EinsteinFreud – Einstein
Maio de 1933

Alain-Didier Weill
80 p. | 2014 | 15,5 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-163-5



R$35,00

Alain Didier-Weill
Psicanalista e dramaturgo. Foi membro da École Freudienne de Paris, fundada por Jacques Lacan. Um dos idealizadores do Inter-Associatif de Psychanalyse, criou a Association Insistance (Paris/Bruxelas). Autor de vários livros, entre os quais Lacan e a clínica psicanalítica, Nota azul: Freud, Lacan e a arte, Os Nomes do Pai e Un mystère plus lointain que l’inconscient. Entre suas peças de teatro, destacam-se Pol, Les trois cases blanches e Vienne 1913.




EINSTEIN
O que você escreveu sobre a natureza humana governada por duas pulsões sem dúvida é algo muito penetrante. Mas isso diz respeito apenas ao que é eterno no homem. Você não deixou que se escutasse uma única palavra do que você teria a dizer sobre o que se passa, aqui e agora, em maio de 1933, quando triunfam Hitler, o antissemitismo, as ideias sobre a arte degenerada, sobre a grandeza dos arianos... Estou começando a me irritar.

FREUD
É verdade, você está prestes a perder a calma.

EINSTEIN
Como você consegue manter a calma nessas circunstâncias?

FREUD
Isso não é uma qualidade Albert, é o meu maior defeito. Não me deixo levar pela emoção.

EINSTEIN
Por que não quer ou por que não pode?”