Os intelectuais e a naçãoNota Azul: Freud, Lacan e a arte
Alain-Didier Weill com a colaboração de Chawki Azouri,
Claude Rabant, Marco Antonio Coutinho Jorge

80 p. | 2014 | 16 x 23 cm | 2ª edição | 978-85-7740-162-8


R$39,00

O que a prática do psicanalista não cessa de lembrar é que a mestiçagem de substâncias tão heterogêneas quanto o são a materialidade do corpo humano, a imagem que dele se tem e o verbo nele enxertado institui entre corpo, imaginário e palavra uma nodulação, cujo caráter problemático se traduz pelo sofrimento a que chamamos de sintoma. À luz desse ensinamento cotidiano concedido ao psicanalista, Alain Didier-Weill interroga as relações existentes entre a arte e a psicanálise, valendo-se, sobretudo, das incidências do ensino de Jacques Lacan sobre a função do real na estruturação do psiquismo humano. Entre os efeitos clínicos que aborda, com ênfases distintas na concepção freudiana de sublimação, nos tempos necessários à subjetivação e no circuito pulsional, destaca-se a elaboração de como se pode assumir o reconhecimento de que, não sendo senhores da palavra, somos instituídos pelo que dizemos.






SUMÁRIO


PARTE I


Preliminar a uma revisão da concepção de sublimação em Freud
Alain Didier-Weill

l’artysp
O artista e o psicanalista questionados um pelo outro
Alain Didier-Weill

Testemunhos de um encontro com o vazio
Chawki Azouri

O vazio, o enigma
Claude Rabant


PARTE II

A nota azul: de quatro tempos subjetivantes na música
Alain Didier-Weill

O circuito pulsional
Alain Didier-Weill

Clarice Lispector e o poder da palavra
Marco Antonio Coutinho Jorge

Sobre os autores