Os intelectuais e a naçãoOs intelectuais e a nação.
Educação, saúde e a construção de um Brasil moderno

Karoline Carula | Magali Gouveia Engel | Maria Letícia Corrêa [org.]
320 p. | 2014 | 15,5 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-155-0

R$60,00

Organizado pelas historiadoras Karoline Carula, Magali Gouveia Engel e Maria Letícia Corrêa, o livro Os intelectuais e a nação vem, por certo, ocupar um lugar de destaque. Centrado na temática dos intelectuais e seus diversos projetos para o Brasil, bem como em suas diferentes leituras acerca da questão nacional, o livro foi organizado a partir de dois grandes eixos: “A questão nacional e a educação” e “A questão nacional e a saúde”. Foram extremamente felizes as organizadoras na escolha desses que se constituíram em dois temas fundamentais no debate intelectual e político do Brasil desde os finais do século XIX, assim permanecendo ao longo da primeira metade do século XX. [...] Por qualquer perspectiva adotada pelos intelectuais as questões da educação e da saúde se faziam presentes. Fosse por considerarem que elas eram indispensáveis para o processo de integração nacional, e, dessa forma, buscava-se discutir os meios para levar educação e saúde para todos, ou ao contrário, o oposto disso. Havia os que utilizavam esses temas com o intuito de classificar, hierarquizar e excluir. Era o povo não educado, doente e que, por isso, não deveria integrar o corpo de cidadãos ativos. Educação e Saúde são temas fundamentais não apenas nos finais do século XIX e na primeira metade do século XX, posto que ainda hoje se façam presentes. Revisitar analiticamente a genealogia deste debate assume, portanto, importância que vai bem além do debate historiográfico, pois é também uma questão de natureza política. [...] O livro Os intelectuais e a nação possibilitará ao público especializado ou não o acesso ao debate e as práticas, que em maior ou menor escala, contribuíram para a formação do Brasil moderno. Ao mesmo tempo, permite que a historiografia brasileira avance no estudo da história intelectual bem como no papel dos intelectuais em sociedades oriundas de processos coloniais e situadas perifericamente dentro de um mundo liberal e/ou democrático. Maria Emília Prado.





SUMÁRIO

Apresentação

Prefácio


PARTE I. A QUESTÃO NACIONAL E A EDUCAÇÃO

Pensamento e projetos educacionais do professor André Pinto Rebouças (1838–1898):
progresso, civilização e reforma social
Alessandra Frota M. de Schueler
Rebeca Natacha de Oliveira Pinto


Liberdade e instrução: projetos e iniciativas abolicionistas
para a educação popular (Rio de Janeiro, década de 1880)
Flavia Fernandes de Souza
Rosane dos Santos Torres


A educação feminina em A Mãi de Familia
Karoline Carula

A escola em brincadeiras:
intelectuais e nação na criação da revista O Tico-Tico
Roberta Ferreira Gonçalves

Fernando de Azevedo e a renovação cultural dos anos 1930 e 1940
Regina Cândida Ellero Gualtieri


PARTE II. SANITARISMO, SAÚDE PÚBLICA E A QUESTÃO NACIONAL

Higienismo e habitação popular nas primeiras décadas republicanas (1891–1906)
Romulo Costa Mattos

Moral e ciência, família e nação – o romper republicano através das convivências,
observações e intervenções de Fernando Magalhães
Marcia Regina da Silva Ramos Carneiro

Saúde pública e Nação: o Serviço Especial de Saúde Pública e
os meios de comunicação de massa a serviço da educação sanitária
Maria Teresa Villela Bandeira de Mello

Um cientista em ação: Emmanuel Dias e a mobilização social
em torno da doença de Chagas no Brasil (décadas de 1940 e 1950)
Simone Petraglia Kropf

Sobre os autores e organizadores