O assassinato frustrado da psicanáliseO assassinato frustrado da psicanálise
Agnès Aflalo
176 p. | 2012 | 14 x 21 cm | 1ª edição | 978-85-7740-139-0


R$45,00

Uma tentativa de interferência do Estado na relação entre os cidadãos e aqueles que estes escolhem para falar do que lhes faz sofrer foi o ponto de partida dos acontecimentos que levaram à escrita deste livro. Ao revelar suas entranhas, a proposta legislativa de regulamentar o exercício das psicoterapias na França deflagrou uma intensa reação não só dos profissionais envolvidos, como também de vários outros atores sociais, que não se furtaram a defender a liberdade, democrática e republicana, de escolher como tratar as próprias questões psíquicas.
Agnès Aflalo traça um vasto panorama da origem e dos meandros do que se configuraria como um assassinato frustrado da psicanálise. Acompanham-na o apreço pela pesquisa, o rigor conceitual, boa dose de ironia e, sobretudo, a defesa, a um só tempo incisiva e serena, de que é preciso acolher os sintomas e analisar o mal-estar que nos é contemporâneo.
Mais do que um combate ao assédio biológico, psíquico e social fomentado pela psiquiatria, as terapias cognitivo-comportamentais e, acima de tudo, o cientificismo hoje predominante no mundo, que nos querem convencer de que cada sujeito saudável é um doente ignorado, o que se lê aqui é uma corajosa defesa da invenção de Sigmund Freud, revivificada por Jacques Lacan e, em seu assunto, temperada pela decisiva liderança de Jacques-Alain Miller.


SOBRE A AUTORA:

Psicanalista e psiquiatra. Membro da Escola da Causa freudiana e da Associação Mundial de Psicanálise. Professora da Seção Clínica Paris-Ile-de France. Autora de Autisme: nouveaux spectres, nouveaux marchés (Navarin/Champ freudien, 2012), contribuiu em várias coletâneas, como Qui sont vos psychanalystes? (Seuil, 2002) e L’Anti-livre noir de la psychanalyse (Seuil, 2006). Foi diretora adjunta do jornal Le Nouvel Âne.