Freud – EinsteinArquitetura, teatro e cultura.
Revisitando espaços, cidades e dramaturgos do século XVII

Evelyn Furquim Werneck Lima [org.]
224 p. | 2012 | 16 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-133-8


R$45,00

A arquitetura do edifício teatral elisabetano, dos corrales do Século de Ouro espanhol e dos primeiros palcos franceses do século xvii são objeto da primeira parte do livro que se debruça sobre as cidades de Londres, Madri e Paris, sua cartografia, e princípios arquiteturais utilizados para o teatro que não obedecia ainda ao modelo italiano e que, adotando adaptações de quadras de tênis, arenas de briga de ursos e pátios no interior de edificações, parecem ter descoberto o famoso “espaço encontrado” para a encenação teatral. Evelyn Furquim Werneck Lima da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro aliou alguns ensaios decorrentes de sua pesquisa sobre arquitetura, teatro e cultura aos ensaios, sobre esta temática, que foram desenvolvidos por renomados pesquisadores internacionais, cujas investigações versam sobre temas análogos, como Jan Clarke da Duhram University e Franklin Hildy, da University of Maryland, ambos especialistas do mesmo Working Group Theatre Architecture of the International Federation for Theatre Research, do qual também faz parte a organizadora. O segundo grupo de ensaios reúne especialistas nos estudos dos espaços teatrais e da dramaturgia, do século XVII, como Georges Forestier da Université Paris IV-Sorbonne, que discorre sobre a arquitetura e cenografia de uma das mais famosas peças de Molière: o Don Juan, enquanto o renomado historiador da cultura Roger Chartier, do Collège de France, aborda a discussão de um texto que ele atribui a Shakespeare e Fletcher que envolve personagens do Dom Quixote de Cervantes, que por sua vez é investigado por Esteban Celedón da Universidade Federal de Manaus. Confirmando a contemporaneidade dos dramaturgos seiscentistas, dois diretores teatrais e acadêmicos, Andre Carreira e Walter Lima Torres Neto escrevem respectivamente sobre encenações modernas e contemporâneas de Cervantes – por meio de uma representação do Dom Quixote nas ruas de Goiás – e das montagens brasileiras de Molière e sua influência na dramaturgia nacional. Fechando o livro, o teórico Wolfgang Bock discorre sobre diferentes interpretações de Hamlet à luz de Walter Benjamin e Karl Schmidt.Vale à pena conferir esta obra, organizada por Evelyn Furquim Werneck Lima, sobre tema tão instigante que certamente interessará aos estudiosos de arquitetura, de teatro e de história cultural que dispõem de pouquíssimos textos em português sobre esta rica relação.