O assassinato frustrado da psicanáliseA materialidade da psicanálise
Anna Carolina Lo Bianco [org.]
208 p. | 2011 | 16 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-109-3


R$42,00

Qual é a materialidade da psicanálise? De que matéria trata? Que matéria toca? Em tempos de franca disseminação do mundo digital e de atenção à “cultura imaterial”, o que singulariza a materialidade afirmada pela psicanálise? Onde fundar hoje o sujeito, o discurso, o real, sem recorrer à transcendência que a ciência tornou problemática ou ao reducionismo biológico que anula o problema ético?
Os 11 textos aqui reunidos partem dessas perguntas com o intuito não só de abordar problemas cruciais tratados pela psicanálise, como também ampliar a interlocução necessária ao estabelecimento de novos horizontes teóricos. Apresentam, uma vez mais, parte dos resultados das pesquisas empreendidas no Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de seu intercâmbio com outras instituições universitárias.
Subdividido em três seções, os artigos percorrem temas que vão do contexto histórico do discurso freudiano ao ato criminal, ao recurso à droga nas psicoses e à problematização da diferença sexual na contemporaneidade. Nesse arco de preocupações, examinam-se, de um lado, a concepção de realidade, os efeitos do significante sobre a tarefa a que o analisante é convocado e a homologia entre a mais-valia de Karl Marx e o mais-de-gozar de Jacques Lacan; de outro, as implicações da distinção entre fala e escrita para a concepção que se tem do sujeito, o entendimento da psicanálise como um discurso sem fala e a inscrição da perda na clínica psicanalítica e na produção literária, revelando-se de seus hiatos e liames uma tênue, porém precisa afirmação da construção cotidiana do saber causado pela invenção freudiana.