Moda e revolução nos anos 1960Arquivo e memória da experiência psicanalítica
Ferenczi antes de Freud, depois de Lacan
Joel Birman
160 p. | 2014 | 14 x 21 cm | 1ª edição | 978-85-7740-101-7


R$40,00

O subtítulo desse livro contém duas subversões cronológicas relacionadas à apreensão semântica dos dois substantivos escolhidos pelo autor para nomeá-lo e, ao mesmo tempo, pontuar sua ampla, embasada e perspicaz investigação sobre a experiência psicanalítica. De um lado, Sigmund Freud, criador da psicanálise, nem sempre foi pioneiro na elaboração conceitual decorrente dos obstáculos clínicos enfrentados pelos analistas, embora não se tenha furtado de retomar contribuições originais de seus discípulos para fazer avançar a própria teoria. De outro, foi preciso que analistas de gerações posteriores, em particular Jacques Lacan, visitassem o arquivo e a memória dos textos que fundaram a psicanálise, para que contribuições importantes e criativas, entre as quais as de Sándor Ferenczi, recuperassem ou mesmo tivessem amplificado o seu devido valor. Os cinco textos aqui reunidos por Joel Birman, escritos ao longo das três últimas décadas, são um excelente exemplo de como a história, ao ser criticamente examinada em diferentes temporalidades, pode acolher variações e modulações que a fazem avançar simultaneamente para frente e para trás. Não por acaso, as repetições e superposições que se encontram nesses textos originalmente produzidos em diferentes contextos e retrabalhados para o seu convívio deixam ver que a distância, o enquadramento, o foco e a profundidade do olhar são parte essencial do que se tornam a memória e a narrativa de todos e de cada um de nós.


JOEL BIRMAN
Psicanalista. Membro do Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos e do Espace Analytique. Professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisador do CNPq. Diretor de Estudos em Letras e Ciências Humanas, pesquisador associado do Laboratório Psicanálise, Medicina e Sociedade, e professor associado da École Doctorale en Psychanalyse na Universidade Paris vii. Autor de diversos livros, entre os quais Mal-estar na atualidade: a psicanálise e as novas formas de subjetivação (1999), Gramáticas do erotismo (2001), Cadernos sobre o mal: agressividade, violência e crueldade (2009) e O sujeito na contemporaneidade: espaço, dor e desalento na atualidade (2012), todos estes publicados pela editora Civilização Brasileira.




SUMÁRIO


Introdução

Confusão de língua na psicanálise

Continuidades,
descontinuidades,
esgarçamentos

Desatar com atos

Finitude e infinitude da
experiência psicanalítica

A reinvenção da
retórica psicanalítica:
Ferenczi após Lacan

Referências bibliográficas