Clínica lacaniana da psicoseA condição sensível.
Formas e maneiras de sentir no Ocidente
Claudine Haroche
240 p. | 2008 | 16 x 23 cm | 1ª edição | 978-85-7740-044-7


R$49,00


O recurso à etimologia ajuda a delimitar a vasta gama de temas explorados por Claudine Haroche neste livro. Nos empregos disseminados na vida cotidiana de hoje, condição quer dizer modo de ser, situação de algo, e também maneira de viver e, por extensão, distinção, ideal e obrigação a que se exige e se aceita ou não. De um ponto de vista mais estrutural e abstrato, trata-se do que expressam as formas pelas quais processos, passíveis de durar e se modificar ao longo do tempo, atualizam-se não só internamente, isto é, se interiorizam nas pessoas, como também externamente, ou seja, na vida em sociedade. Nesses termos, uma condição corresponde ao que informa, entendido como o que impõe formas aos mundos psíquico e material. O ponto decisivo de seu uso aqui, contudo, parece se revelar quando recuamos às origens das línguas européias e, em suas raízes, encontramos tanto dizer e variações, como reivindicar, julgar e interditar, pelo latim, quanto mostrar e, portanto, indicar, ensinar e provar, pelo grego. Em tal contexto, a condição sensível diz respeito ao que os sentidos, a sensibilidade e os sentimentos geram de ético e de estético em nossas escolhas públicas e privadas.



SUMÁRIO



Apresentação – Joel Birman

Prólogo


Parte I 
1 Governo de si, governo dos outros
2 Os gestos no fundamento das instituições políticas
3 O comportamento de deferência:
do cortesão à personalidade democrática

Parte II 
4 O direito à consideração.
notas de antropologia política e história
5 Formas e maneiras na democracia
6 Subjetividades e aspirações:
os movimentos de juventude na alemanha (1918–1933)

Parte III 
7 Maneiras de ser e sentir do indivíduo hipermoderno
8 Descontinuidade e inapreensibilidade
da personalidade contemporânea
9 Formas de ver, maneiras de olhar nas sociedades contemporâneas

Parte IV 
10 Processos psicológicos e sociais de humilhação:
o empobrecimento do espaço interior
11 Crise da consciência contemporânea e expansão de um saber não-cumulativo
12 Transformação das maneiras de sentir nos fluxos sensoriais das sociedades contemporâneas


Conclusão

Referências bibliográficas