Clínica lacaniana da psicoseCorpo, sintoma e psicose:
leituras do contemporâneo
Ana Cristina Figueiredo [org.]
118 p. | 2006 | 14 x 21 cm | 1ª edição | 85-7740-002-6


R$35,00



Leia também:
Efeitos terapêuticos na psicanálise aplicada
Ana Beatriz Freire, Ana Lúcia Lutterbach Holck,
Angélica Bastos, Serge Cottet e Tânia Coelho dos Santos [org.]






Com o surgimento da clínica médica, estabelece-se a possibilidade de um conhecimento sobre a singularidade do ser humano cujos protagonistas são o enfermo e sua enfermidade. Os fundamentos da subjetividade então construídos conformam a base sobre a qual, várias décadas depois, Sigmund Freud assenta a descoberta do inconsciente. Hoje, mais de um século após o nascimento da psicanálise, as transformações do mundo contemporâneo, muitas delas calcadas na suposta obrigatoriedade de soluções imediatas, não só retornam sobre as práticas médicas, como também incidem nas contribuições clínicas do legado freudiano.
Nesse contexto, o modo como se deve tomar a clínica representa uma espécie de divisor de águas de qual é o papel da psicanálise em face do sintoma, mas também do corpo e da loucura. O sintoma é sempre contemporâneo, uma vez que canaliza a forma como o gozo se realiza, ou as transformações na filiação e no parentesco ligadas às novas tecnologias reprodutivas e as atuais formas de uso e funcionamento do corpo implicam conseqüências clínicas que exigem um remanejamento do campo simbólico? Diante da psicose, é preciso contar com a aliança entre a psiquiatria e a ciência ou ater-se aos princípios da psicanálise e sustentar sua transmissão pela via da própria clínica?
Os textos aqui reunidos, originalmente apresentados no IV Colóquio do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abordam o corpo, o sintoma e a psicose à luz das relações que a psicanálise mantém com a medicina, a psiquiatria, a saúde mental e a antropologia. Ao sustentar a referência clínica à idéia de singularidade, sua principal contribuição é indagar se o dispositivo psicanalítico, mesmo que em suas formas ampliadas, ainda mantém seu vigor diante do que acontece hoje no mundo ou se, eventualmente, seria preciso revisitar confins de seus conceitos, para que estes continuem a ajudar aqueles que se dispõem a tratar o mal-estar da civilização e dos sujeitos contemporâneos.




SUMÁRIO


Apresentação
Ana Cristina Figueiredo

Corpo e sintoma

O contemporâneo do sintoma
Regina Herzog

Psicanálise e sintomas contemporâneos
Antônio Godino Cabas

O despedaçamento da experiência reprodutiva
e as novas formas de filiação
Simone Perelson

Ego-arte e construção da aparência:
notas para uma antropologia das aparências corporais
Stéphane Malysse

Clínica da psicose e saúde mental

Psicose e saber
Ana Beatriz Freire

Sobre a direção do tratamento no campo da psicose:
que concepção para a transferência e seu manejo na psicose?
Maria Silvia Garcia Fernández Hanna

Psicanálise e clínica da psicose:
o que não tem sossego, nem nunca terá
Edson Saggese

Sobre algumas incidências da psicanálise na saúde mental
Eduardo de Carvalho Rocha

Psicanálise e saúde mental: o “e” da questão
Musso Greco

Posfácio

Psicanálise, clínica e singularidade
Joel Birman

Sobre os autores