Sumário

 

Apresentação

Ricardo Seldes

 

a

Acontecimento de corpo

Ana Simonetti

 

Afeto

Leonardo Gorostiza

 

Agalma

Simone Souto

 

Aletosfera

Monique Amirault

 

Appensamento

Ram Mandil

 

Anal

Bernard Lecoeur

 

Angústia

María Cristina Aguirre

 

Anorexia

Domenico Cosenza

 

Ataque de pânico

Marco Focchi

 

Autismo

Gustavo Stiglitz

 

b

Bulimia

Monique Kusnierek

 

c

Causa do desejo

Hilario Cid Vivas

 

Coisa, a

Lucía Blanco

 

Compulsão à repetição

Hélène Bonnaud

 

Corpo

Graciela Musachi

 

Corte

Catherine Bonningue

 

Criança

Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros

 

d

Dejeto

Christine Le Boulengé

 

Deixar cair

Maria Josefina Fuentes

 

Demanda do Outro

Xavier Esqué

 

Dialética

Cristiane Alberti

 

Discurso do analista

Alicia Yacoi

 

Discurso capitalista

Agnès Aflalo

 

Discurso da histérica

Heloisa Caldas

 

Discurso do mestre

Silvia Geller

 

Discurso universitário

Luis Tudanca

 

Dom e oblatividade

Ana Lydia Santiago

 

Dora

Agnieszka Kurek

 

e

Epifania

Marie-Hélène Blancard

 

Escritura

Germán García

 

Esquize

Philippe Stasse

 

Esquizofrenia

José María Álvarez

 

Estilo de vida

Alejandra Eidelberg

 

f

Falo

François Leguil

 

Falta

Sandra Arruda Grostein

 

Fantasia

Graciela Ruiz

 

Fenômeno psicossomático

Marie-Hélène Doguet-Dziomba

 

Fetiche

Marisa Chamizo

 

Fobia

Nassia Linardou-Blanchet

 

Fuga do sentido

Angélica Marchesini

 

g

Gadget

María Leonor Solimano

 

Gozo

Phillipe de Georges

 

h

Hamlet

Hervé Castanet

 

Histeria

Véronique Voruz

 

Homem dos ratos

Philippe La Sagna

 

i

Ideologias do bem-estar, standards corporais

José R. Ubieto

 

Imaginário

Serge Cottet

 

Impostura masculina

Jacqueline Dhéret

 

Informálizavel da estrutura

Susana Strozzi

 

j

Jovem homossexual, a

Philippe Hellebois

 

l

Lamela

Pierre Malengreau

 

Latusa

Gerardo L. L. Maeso

 

Libido

Jean-Pierre Klotz

 

Lógica, consistência

Amelia Barbui

Luto

Florencia Dassen

 

m

Mãe e pai

Hebe Tizio

 

Mais-de-gozar

Pauline Prost

 

Mania

Marcelo Veras

 

Mascarada feminina

Paola Francesconi

 

Melancolia

Ariel Bogochvol

 

Mentira

Pierre Naveau

 

(a)Modernidade

Ricardo Seldes

 

n

Nada

Carole Dewambrechies-La Sagna

 

Não-sem

Massimo Termini

 

Natureza

Yves Depelsenaire

 

Olga G. de Molina

 

Nosso objeto a

François Regnault

 

o

Objetalidade

Félix Rueda

 

Objeto no bolso

Jean-Louis Gault

 

Objeto parcial

Adela Fryd

 

Objeto transicional

Miguel Angel Vázquez

 

Oblatividade

Adriana Luka

 

Obsessão

Esthela Solano-Suarez

 

Olhar

Ernesto Derezensky

 

Oral

Luisella Brusa

 

Órgão

Sônia Vicente

 

Orgasmo

Nathalie Georges-Lambrichs

 

Orientação

Pierre Strélisk

 

p

Página branca

Vicente Palomera

 

Palea

Shula Eldar

 

Paranóia

Silvia Baudini

 

Pedaços de real

Geert Hoornaert

 

Pequeno Hans, o

Lucía Dragonetti

 

Perda

Nora Silvestri

 

Perversão

Amanda Goya

 

Presença do analista

Débora Fleischer

 

Presidente Schreber

Marcelo Marotta

 

Psicose

Maurizio Mazzotti

 

Pulsão

José Matusevich

 

r

Real

Alexandre Stevens

 

Realidade

Daniel Roy

 

Relação de objeto

Beatriz Udenio

 

Ressonâncias da interpretação

Silvia Ons

 

s

S(A)

Herbert Wachsberger

 

Santa Lúcia e Santa Ágata

Eugenio Castro

 

Século XX

Gérard Wajcman

 

Semblante

Pablo Russo

 

Separação

Diana Wolodarsky

 

Silêncio

Graciela Esperanza

 

Sublimação

Céline Menghi

 

Sujeito

Laurent Ottavi

 

Suplência

Daniel Millas

 

t

Tamponamento

Mónica Febres-Cordero de Espinel

 

Topologia

Gilles Chatenay

 

Toxicomanias e alcoolismo

Andrés Borderias

 

Traço unário

Jean-François Cottes

 

Trauma

Héctor Gallo

 

u

Unheimlich

Miguel Furman

 

v

Voz

Ana Ruth Najles

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Scilicet
Os objetos a na experiência psicanalítica
Associação Mundial de Psicanálise a978-85-7740-033-1 | 352 p. | 16 x 23 cm | R$ 54,00

APRESENTAÇÃO
Ricardo Seldes


Um novo scilicet anuncia o VI Congresso da Associação Mundial de Psicanálise sobre os objetos a na experiência psicanalítica. O volume se apresenta como um dicionário, cujos termos eminentemente clínicos apontam para a episteme lacaniana e destacam o lugar da política na psicanálise.
Scilicet é um modo de se dirigir a um saber que pode ser sabido, que pode ser transmitido de uma comunidade de experiência para fora de seu interior.
A prática da psicanálise é solidária de sua produção teórica e ambas se situam em relação à aposta que deve ser sempre localizada em um tempo determinado e nas coordenadas da política, que é sempre a do inconsciente. Scilicet se dirige a um tu
que nunca é o mesmo, e o que conta é sua subsistência como aposta.
Para jogar esse jogo, cada um daqueles que contribuiu em sua produção soube ser parte de uma equipe de trabalho transgeográfico e translingüístico, seja na redação dos 109 verbetes que o compõem, seja na observação dos detalhes, o que é próprio às comissões de leitura, e nas inspiradas comissões de tradução do espanhol, do francês, do italiano e do português. Um agradecimento especial para as comissões de edição e, em particular, para seus rersponsáveis: Christiane Alberti, Antonio di Ciaccia, Alejandra Glaze, Angelina Harari e Silvia Salman, que fizeram deste livro uma realidade efetiva. Notar-se-á em sua leitura a perspectiva da orientação lacaniana em sua vontade de fazer ex-sistir a Escola Una e em um estilo que, como tal, não é mensurável.
Os leitores de Scilicet terão a possibilidade de um encontro com a abordagem do objeto a e de, assim, destacar a função dessa grande invenção de Jacques Lacan ao longo dos diferentes momentos de seu ensino na e para a experiência psicanalítica.
Com freqüência, nós nos perguntamos sobre a subsistência da psicanálise em uma época em que as políticas de Estado sonham em reduzir os sujeitos a significantes congelados, a cifras e estatísticas visitadas publicamente e escandalosamente universalizantes. O segredo para que a psicanálise consiga perdurar, como indicou Jacques-Alain Miller, reside “na relação de cada um com o que tem, ou com o que é mais íntimo, e ao qual, curiosamente, não tem acesso”. É nesse itinerário que nosso Scilicet brinda seus leitores com a perspectiva do objeto a, que outorga valor singular tanto ao dizer (no sentido do bem-dizer) quanto ao calar em seu valor de ato.
A direção para uma pragmática do tratamento dada a este Congresso por Éric Laurent, Delegado Geral da Associação Mundial de Psicanálise (AMP), permite que os textos aqui reunidos sejam lidos, tendo em vista a redefinição dos conceitos fundamentais da psicanálise à luz do objeto a, tarefa de investigação que concerne aos psicanalistas. Nossa contribuição ao organizar a tarefa responde apenas à decisão de manter a experiência analítica nos termos da aposta assumida hoje pela orientação lacaniana, ao dar uma guinada, uma guinada de força freudiana, a fim de que possamos reinventar-nos no fragor dos tempos atuais.

Tradução Vera Avellar Ribeiro